Violência

Violência nas ruas, no trânsito, nas praças esportivas, nos lares, nas crianças e nos idosos, nas escolas, violências em todos os lugares, liga-se a TV, fora os assuntos da Copa, o maior índice de apresentação dos jornais, fica com a violência dos orientes médios da vida e boa fatia para a violência tupiniquim. Violências tupiniquins, além das naturais, têm aquelas estampadas na corrupção dos homens públicos, onde os recursos desviados deixam de socorrer a população nas suas necessidades mais básicas, garantidas pela Carta Magna, ou seja, saúde, transporte, lazer e educação, que ficam mutiladas, pela ganância de poucos que vivem nababescamente e impunes, com se não tivessem praticado nenhuma violência. Sobressaltados, nos perguntamos todos os dias, porque os homens são assim, alheios aos seus semelhantes, vivendo uma vida excessivamente individual e egoísta, esquecendo-se do principal da nossa existência, que é viver com Deus e muito amor. Sobre isso, me veio a lembrança um lindo conto, de autor desconhecido, que gostaria de recontar para poder dar ênfase sobre o antídoto que deveríamos usar contra a violência, a saber; “ Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos. –Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: –Aquele que eu alimento.” Assim, fica no ar a pergunta para reflexão de todos nós. Qual cachorro, que estamos alimentando? Se alimentarmos o cachorro mau estaremos colaborando para o desabamento das coisas ruins, aumentando a violência. No entanto, caso sejamos fiéis aos princípios de Cristo, que diz “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”, iremos alimentar o cachorro bom, colaborando na construção de um mundo mais humano, justo e fraterno. É isso aí.