Tá tudo errado

Para reforçar a nossa indignação, até o título escrevemos erradamente, o mais correto seria “está tudo errado”. Isto porque ficamos deverás indignados e, totalmente horrorizados com as cenas vistas na televisão sobre o espancamento sofrido por uma professora, deste imenso Brasil varonil.  Em vista disso, a minha decepção extrapolou os limites da tolerância e, garanto também que da maioria dos que viram a reportagem, uma vez que o estado da pobre mestra ficou realmente de causar pena, compaixão e muito mais. Interessante que o fato se deu devido a uma nota intermediária que a professora consignou ao desafeto, ou seja, o mesmo recebeu avaliação “c”. E, como o animal estava acostumado tirar notas maiores, se revoltou e descontou toda a sua ira em cima da indefesa professora. Sendo que o mais agravante de tudo isso é que o agressor é também professor de artes marciais, o que o classifica como profissional proibido de participar de brigas comuns. Inobstante tudo isso, é com pesar muito grande que vemos acontecimentos dessa natureza acontecerem. Aliás, estão acontecendo com certa freqüência ultimamente e, as autoridades constituídas responsáveis pela Educação não movem nenhum dedo para por um basta nestas situações, inclusive de impunidade. Pelo contrário, pois, cada dia que passa cresce a desconfiança reinante entre nós sobre os destinos da educação, basta ver a desorganização dos ENEM da vida. Tanto é verdade que o último realizado recentemente está temporariamente suspenso por ordem da justiça. E, em vista disso os alunos participantes se encontram sem rumo, sem definição, inclusive, como não poderia de ser diferente, sem perspectivas de aproveitamento do mesmo para matrículas futuras nas faculdades correlatas. E, neste episódio o que nos deixa mais chateados é que vai acontecer novamente como já aconteceu outras vezes, ou seja, cancela-se a prova, prejudicam-se os alunos e, os responsáveis, saem ilesos por cima da carne seca, sem nenhum tipo de punição. Tá tudo errado. Sem querer ser saudosista, antigamente as coisas funcionavam muito bem, pois havia respeito, disciplina e, acima tudo a hierarquia era conhecida por todos, ou seja, aluno era aluno, professor era professor, diretor era diretor, pai era pai e, ponto final. Nenhum aluno ousava sonhar em levantar a voz para um professor e, muito menos agredir, estas práticas, na verdade, eram totalmente inadmissíveis, inclusive, a própria sociedade repudiava tais atitudes. E, caso ocorresse algum deslize de um aluno para com o professor, este era punido na própria escola e, quando o pai ficava sabendo, ele por si só punia o filho, exigindo dele o máximo respeito aos professores. Além disso, o pai sempre ficava envergonhado com o comportamento do filho e,  se dirigia à escola para pedir desculpas ao professor pela atitude indevida do seu menino. Segundo nos constam, esse tipo de educação não criou nenhum monstrinho e, também nunca ouvimos dizer que os remanescentes daquela geração tiveram problemas de traumas e ou outros problemas similares. Muito pelo contrário, a maioria deles hoje são cidadãos cônscios de suas responsabilidades perante a sociedade onde vivem. Infelizmente, nos dias de hoje o professor nem pode olhar diferente para um aluno que os pais imediatamente correm para a escola em defesa do filho sem ao menos questionar ou saber realmente o que aconteceu. Está certo ou está errado? É lógico que está errado. Mas…