Segundo o nosso querido Aurélio, aquele do dicionário, a palavra sonho carrega vários significados e todos eles recheadinhos de coisas boas, senão vejamos: Seqüência de fenômenos psíquicos que involuntariamente ocorrem durante o sono. Seqüência de pensamentos, de idéias mais ou menos agradáveis, mais ou menos incoerentes, às quais o espírito se entrega em estado de vigília, geralmente para fugir a realidade, devaneio, fantasia. Desejo veemente, aspiração. Aquilo que enleva, transporta, pela extraordinária beleza natural ou estética. Coisa ou pessoa muito bonita, visão. Idéia dominante. O que é produto da imaginação, fantasia, ilusão, quimera. Doce muito fofo. Um sonho, um amor. Por outro lado, embora ocorram visões também provenientes do sono, temos o pesadelo que é completamente oposto do sonho, senão vejamos: Agitação ou opressão durante o sono, causada por sonhos aflitivos. Pessoa ou coisa importuna, molesta ou enfadonha. Todavia, dentro deste leque enorme de significados, para efeitos dissertativos, vamos considerar apenas o significado do sonho quando se refere a uma “idéia dominante”. E, é bom reforçar que a vida sem sonhos é como se fosse algo insosso, ou seja, sem sal, não tem nenhum gosto, seria mais ou menos como um navio a deriva. Sem sonhos, os obstáculos do caminho parecem instransponíveis, as pequeninas controvérsias tornam-se problemas gigantescos, descontrola-se facilmente diante das perdas mesmo das mais insignificantes, as decepções tornam-se amarguras insuportáveis e os desafios parecem cortinas de fumaças ficam ocultos. Portanto, há sempre uma premente necessidade dos sonhos como alicerce e perspectivas de vida, uma vez que eles funcionam como o norte do coração. Quando pequeno todos projetamos, na maioria das vezes, inconscientemente alguma coisa que gostaríamos de ser quando crescer. Este sonho, como idéia dominante, fixa projetos e caminhadas, embora às vezes de maneira bastante tímida, considerando a imaturidade do momento, porém, o básico começa a ser constituído. Quero ser médico, quero ser jogador de futebol, quero ser artista, quero ser padre, quero ser pastor, quero ser engenheiro, quero ser advogado, quero ser soldado, quero ser palhaço de circo, quero ser rico vou ser político, etc. Sendo que, desse desfile de aspirações, grande parte deles decorre de tradição de família, das quais, muitas das vezes, não atendem a vontade da alma e do coração, mas… Por outro lado, muitos outros sonhos, certamente, advêm de oportunidades diversas em obediência aos mais recônditos desejos, alimentados pela liberdade de escolha, onde o útil e o agradável se fazem presentes. É como dizia o saudoso Raul Seixas em uma de suas canções: “Tenha fé em Deus, tenha fé na vida, tente outra vez”. Portanto, é preciso ter sonhos, pois, eles com certeza podem não agitar o mundo, mas, certamente, agitará o seu mundo e, na verdade, é o que mais importa. É possível que todos nós, indistintamente, já tivemos a glória e satisfação de ter tido um sonho realizado e, não existe no mundo uma sensação mais prazerosa que possa ser descrita maior que essa. Pois, todo sonho realizado vem sempre recheado de grandes conquistas, de momentos de desânimo superado, de lutas homéricas que jamais poderíamos supor ter vencido, de suor e lágrimas vertidos e compensados. Portanto, vale a pena acariciar como se fosse uma flor um sonho criado, pois será certamente o marco zero de nossa existência, onde você será o autor, o produtor, o ator e o vencedor. A mensagem fica para que não desista de um sonho, se, porém, por questões estritamente impossíveis do mesmo ser mantido, troque-o por outro, mas, sempre conserve um sonho, pois, a alegria de sua vida depende disso.